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sábado, 1 de setembro de 2018

VII Edição do Sou Feliz de Cara Limpa - A Arte de Bem Viver



"O projeto Sou Feliz de Cara Limpa é uma campanha realizada pela AME Leopoldina (Aliança Municipal Espírita), pelo Conhecer Educação e Cultura e pela 19ª Superintendência Regional de Ensino, realizado no dia 1 de setembro na praça Félix Martins.

O projeto surgiu a partir da ideia de um grupo de jovens, que tinha uma grande preocupação com os caminhos que levam a juventude às drogas. Pensou-se, então, na realização de uma campanha, cujo objetivo seria alertar a população quanto aos malefícios das drogas em geral, apresentando alternativas capazes de propiciar prazeres semelhantes. Para isso, foram estabelecidos quatro pilares principais: Artes, Literatura, Esportes e Espiritualidade. Em 2018, o foco foi no pilar “Artes” e a 7ª edição do evento abordará o tema “A arte de bem viver”.

Pelo fato de enfatizar as artes como uma forma alternativa ao mundo das drogas, a professora de Artes do CEFET Leopoldina, Professora Renata Arantes, se uniu ao grupo para apoiar e fortalecer a Campanha. Dessa forma, aconteceu uma união do projeto ‘Sou Feliz de Cara Limpa’ com o encerramento da Semana de Arte e Cultura do CEFET." (Jornal Leopoldinense)


Com o enfoque no pilar "Artes" na 7ª edição, o intuito dos organizadores foi levar a população um pouco da arte e cultura presente na cidade. Assim, o Grupo Folclórico Assum Preto foi convidado a estabelecer uma barraca expondo o Projeto à população.



segunda-feira, 9 de julho de 2018

UEMG - Unidade Leopoldina promoveu o I Colóquio Ped-História


 Alunos do 5º período do curso de Pedagogia da UEMG - Unidade Leopoldina, promoveram na noite de quarta-feira, 04 de julho, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira (Antigo Fórum) o I Colóquio Ped-História.

Intitulado ‘Do cru ao cozido: misturando historiografias de uma história local e regional’, o evento contou com a participação dos professores Dr. Rodrigo Fialho Silva, diretor da Universidade Estadual de Minas Gerais – UEMG Leopoldina, de João Paulo Araújo, professor de história da Rede Estadual de Ensino e do Colégio Equipe, do presidente do Clube dos Cutubas Carlos Roberto Santiago, do aluno do Cefet e integrante do projeto cultural ‘Assum Preto’ Hugo Brum Sandin, do editor do jornal Leopoldinense Luiz Otávio Meneghite e de sua esposa Maria José Baía Meneghite, integrante da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.
 
Segundo o idealizador do Colóquio Ped-História, professor Jardel Costa Pereira, o evento é de extensão e faz um entrecruzado com a disciplina de ‘História Local e Regional’, propondo ser uma retomada de trabalhos e estudos já desenvolvidos por pesquisadores e professores da região, promovendo a participação de pessoas que prezam pelo patrimônio e pela memória local e regional.

O diretor da UEMG Dr. Rodrigo Fialho Silva discorreu sobre a arte de escrever e registrar eventos do passado, a chamada historiografia, ressaltando aspectos metodológicos e a importância da pesquisa em arquivos locais, destacando também a história da Zona da Mata Mineira, conhecida no passado como o sertão do leste e região proibida.


O professor de história João Paulo Araújo comentou sobre a sua trajetória como professor e de alguns projetos pedagógicos aplicados junto aos seus alunos sobre a história local. Morador de Piacatuba, o educador falou ainda a respeito da preservação da memória daquele distrito.



 O aluno do Cefet e integrante do projeto cultural ‘Assum Preto’ Hugo Brum Sandin expôs as dificuldades de se manter projetos culturais em Leopoldina, a exemplo do ‘Assum Preto’, que foi criado em 1984 e atualmente faz parte de um projeto de extensão social do Cefet, primeiro do gênero entre todas as unidades da escola existentes em Minas Gerais.

O presidente do Clube dos Cutubas Carlos Roberto Santiago, salientou a importância da entidade na história local, sendo o quarto clube mais antigo do Estado de Minas Gerais. Ele ressaltou que não se trata apenas de um clube de festas, tendo uma representatividade maior, a exemplo de um documentário sobre a Campanha Nacional da Erradicação do Analfabetismo no Brasil, onde mostra uma reunião realizada no Clube dos Cutubas com objetivo de inserir os negros na educação.

O editor do jornal Leopoldinense Luiz Otávio Meneghite, falou sobre a sua trajetória na imprensa e dos trabalhos publicados no periódico que servirão como um amplo material de pesquisa futuramente pelas próximas gerações. Evidenciou os trabalhos de Luciano Baía Meneghite, que compilou mais de 15.000 fotografias antigas sobre Leopoldina, identificando muitos autores e momentos marcantes da história local.
Também falou da coluna ‘Trem de História’, publicada quinzenalmente na edição impressa do jornal Leopoldinense e reproduzida na sua versão online, cujos os autores, os pesquisadores e historiadores Nilza Cantoni e José Luiz Machado Rodrigues publicam, há muitos anos, o resultado de suas pesquisas sobre a história de personagens da história de Leopoldina. Ele destacou o trabalho o minucioso dos historiadores que buscam fontes documentais, identifica acervos e traçam metodologias de investigação para retratar de forma muito técnica a memória local.

A última a discursar no evento foi Maria José Baía Meneghite, colunista do jornal Leopoldinense e acadêmica da ALLA. Ela comentou sobre a seriedade do trabalho realizado pela equipe do jornal, empresa familiar que sempre busca aprimorar conhecimentos, num cenário cada vez mais difícil para produzir jornal impresso, principalmente no interior. Zezé também falou sobre o projeto que consiste em montar diariamente um estande para distribuição de livros gratuitos na porta da redação, local onde passam muitos estudantes de duas escolas estaduais e duas universidades. 

O I Colóquio Ped-História será encerrado no sábado, 07 de julho, no Distrito de Piacatuba, onde os alunos e o corpo docente da UEMG, em parceria com moradores e alunos da Escola Estadual Dr. Pompílio Guimarães, estarão participando de uma roda de conversa, apresentando o histórico da escola e o curso de pedagogia da Universidade Estadual.



  

Informações retiradas do Jornal Leopoldinense,  créditos de texto e imagens a João Gabriel B. Meneghite.


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Grupo Assum Preto

Grupo Folclórico Assum Preto como ferramenta de pesquisa

     Nesta terça-feira, dia 12/06, recebemos no Projeto de Extensão Social do CEFET-MG um grupo de estudantes do curso de graduação em Pedagogia da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) de Leopoldina. Com a demanda vinda de um professor de realizarem uma pesquisa sobre a cultura da cidade, especificamente sobre o folclore, as alunas escolheram o Assum Preto como meio de pesquisa e trabalho, sendo assim, vieram até nós para conhecerem o Projeto, entrevistar a coordenadora e fundadora Renata Lima e pesquisarem sobre toda a história do Grupo, desde sua criação até os dias de hoje e sua importante contribuição cultural na cidade.
     As alunas Thamires, Natiely, Milaine, Availda e Maria de Lourdes não ficaram apenas nas pesquisas e vieram provar um pouquinho do Assum Preto através da dança, onde participaram juntamente com o Grupo, segue abaixo uma foto após o ensaio:


     Agradecemos ao grupo por utilizar o Assum Preto como ferramenta de pesquisa e pela valorização transmitida, ficamos a disposição.

Entre em contato conosco pelo telefone (32) 3449-2317 ou pelo email grupoassumpreto.leopoldina@gmail.com.

VOCÊ ANDA ESTRESSADO OU ANSIOSO DEMAIS?
 
Tá na hora de reservar um tempo para se divertir e interagir através das artes, da dança e da música.
O Grupo Folclórico Assum Preto convida a todos para participarem do grupo.
·  Ensaio do Grupo de Dança: Terças-Feiras das 17:00 às 19:00
·  Ensaio do Grupo Instrumental: Quartas-Feiras das 13:30 às 15:30

 (Local: CEFET Leopoldina sala 4-105)
     

terça-feira, 10 de abril de 2018

Oficina de Plantas Medicinais

Oficina de Plantas Medicinais


Muito pouco se sabe sobre as medicinas alternativas, entre o pouco que sabemos podemos afirmar que esse tipo de tratamento não tem resultados imediatos, ele é feito para alcançar resultados após um determinado tempo, é de longo período. Muitos se enganam ao dizer que não funciona, pois ela tanto funciona como ela perdura a alguns milhares de anos e é reconhecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e pela OMS (Organização Mundial de Saúde). 

Nesta quarta-feira (28/03), presenciamos no CEFET-MG unidade Leopoldina, a oficina sobre plantas medicinais, flores e conhecimentos tradicionais, idealizada pelo NEAB (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros) com a homeopata Luíza Helena dos Santos Silva, mulher negra, avó, moradora da área rural de Leopoldina, cujos conhecimentos em plantas tiveram origem com sua avó e foram aprofundados, mais tarde, através do estudo formal de homeopatias e florais.



"O objetivo da oficina foi promover um espaço de protagonismo para que Luíza, a partir do seu lugar de fala, representasse culturas tradicionais da região, trazendo à escola uma episteme que escapa ao conhecimento científico, euro-anglocêntrico e patriarcal historicamente constitutivos do espaço acadêmico." – disse a professora responsável pelo NEAB, Maria Gabriela – "Assim, a oficina enriqueceu a pluralidade cultural da escola e construiu diálogos com disciplinas institucionais, tais como a biologia e a química, a linguagem e a sociologia."

Aqueles que compareceram na oficina puderam conhecer mais sobre o uso das ervas e conhecimentos tradicionais para melhorar a saúde das mulheres e de toda a comunidade. 

"A Oficina de Ervas Medicinais, tendo como responsável a professora de línguas Maria Gabriela e a homeopata Luiza" – disse a aluna Roberta Berno do 3° ano – "foi excelente, nos apresentou plantas nunca conhecidas, explicando as vantagens e desvantagens das plantas, o que fez com que nós ouvintes se interessasse mais pelo assunto.". Ainda foi feito um pedido por parte dela em nome dos alunos "Gostaríamos de ter mais oficinas como essas, em que aprendemos e nos distraímos ao mesmo tempo. Resumindo, a Oficina foi excepcional!"

A oficina ministrada por Luiza contou com a presença de pessoas da comunidade, o grupo leopoldinense de cultura africana Pérola Negra, o projeto de extensão social Assum Preto e também alguns contribuidores da própria escola. Essa oficina foi aberta a todos que desejassem conhecer mais sobre plantas e suas funcionalidades.

Aprender sobre autocuidado, medidas preventivas e como usar as plantas para cuidar da saúde física e mental, são estratégias das quais não podemos abrir mão em um mundo que agride cada vez mais a nós e à natureza. Em uma sociedade globalizada e mecanizada pela indústria tecnológica precisamos tomar iniciativas e buscar meios saudáveis de cuidar da nossa própria saúde, e a oficina sobre plantas medicinais foi uma grande iniciativa rumo à melhora de nossa saúde física e mental. 
Maria Gabriela afirmou ainda: "As ervas, na oficina apresentada, são entendidas como elementos afetivos, culturais, e de resistência do povo negro, de origem matrilinear e passada através da oralidade na diáspora africana. Segundo pesquisa realizada pela USP, em 2014, com mulheres negras, o uso das plantas aparece como estratégia de sobrevivência desse grupo frente à negligência do Estado e a vulnerabilidade social. Daí a importância de desenvolvermos pesquisa e criarmos espaços para que tais conhecimentos sejam valorizados e aprofundados na região de Minas Gerais."

Segue abaixo algumas fotos durante a oficina: