Como participar

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Mostra de Cursos de 2017 e 27ª META

Mostra de Cursos de 2017 e 27ª META

 Aconteceu no CEFET Unidade Leopoldina nos dias 20, 21 e 22 de setembro de 2017, a Mostra de Cursos da instituição e a 27ª META (Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações). O Grupo Folclórico Assum Preto recebeu um convite da comissão organizadora destes eventos para realização de uma apresentação, o grupo desenvolveu a apresentação levando um pouco da cultura e da dança nordestina, apresentando o "Xote" com a música "Xote das Meninas - Luiz Gonzaga". 
Segue abaixo algumas fotos e o vídeo da apresentação:

video

Com a apresentação na 27ª META dos projetos desenvolvidos dentro do CEFET, o "Projeto de Extensão Social Assum Preto" não ficou de fora, demonstrando toda a bagagem de ARTE e CULTURA que este grupo tem para oferecer!
Segue abaixo algumas imagens do stand do grupo:

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Desfile 07 de Setembro

Desfile 07 de Setembro

O dia 07 de setembro é um dia muito especial para todos nós brasileiros, pois comemoramos a independência do Brasil proclamada por Dom Pedro I em 1822. Assim, essa data se tornou feriado nacional  e comemorativa. Como já é cultura em todas as cidades do país acontecerem os famosos desfiles de "07 de setembro", onde a população vai para as ruas aguardando a apresentação de todas escolas, que junto aos alunos demonstram seus projetos e meios artísticos trabalhados para esta comemoração. 
Não sendo diferente das demais instituições o Grupo Folclórico Assum Preto junto com o CEFET de Leopoldina também deixou em mais um ano sua marca no desfile. O Assum Preto este ano teve como proposta para o desfile de demonstrar as diversas culturas do Brasil e de alguns outros países através das roupas típicas de cada região, trazendo para a sociedade a cultura nacional e outras tantas culturas que produziam diversificadas identidades populares que vem cada vez mais sendo submergidas pela cultura de massa.
Segue abaixo algumas imagens do grupo na preparação e durante o desfile:





 Durante e após o desfile,  a Focus TV Leopoldina, realizou entrevistas com algumas pessoas, sendo uma delas a coordenadora do projeto Assum Preto, Renata Arantes, segue abaixo o link da gravação:


VOCÊ ANDA ESTRESSADO OU ANSIOSO DEMAIS?

Tá na hora de reservar um tempo para se divertir e interagir através das artes, da dança e da música.
O Grupo Folclórico Assum Preto convida a todos para participarem do grupo.
  • Ensaio do Grupo de Dança: Terças-Feiras das 17:00 às 19:00
  • Ensaio do Grupo Instrumental: Sextas-Feiras das 15:30 às 17:30
 (Local: CEFET Leopoldina sala 4-105)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sabedoria do Povo - Dia do Folclore



 

Sabedoria do Povo

Dia 22 de agosto, dia do folclore, assim dizendo, sabedoria do povo que traz como definição em sua palavra. O dia do folclore brasileiro foi aprovado pelo Congresso Nacional e oficialmente definido através da lei nº 56.747, no dia 17 de agosto de 1964. Assim, a escolha do dia 22 de agosto como dia do folclore brasileiro está relacionado com dia em que William John Thoms em 1846 usou em público pela primeira vez a palavra folclore (folk-lore).

Folclore na Educação

Maria de Lourdes Borges Ribeiro cita no livro Biblioteca Educação é Cultura assim: "É da competência do setor educacional trabalhar em vários planos e linhas de ação, incluindo a cultura popular tradicional nas disciplinas educativas, aos mesmo tempo contando com a colaboração dos que portam essa cultura, como artesãos, dançadores, instrumentistas, cantadores etc." Cada dia que se passa percebemos que o estudo do folclore está cada vez mais débil na educação em algumas regiões do país, principalmente as tradições locais, deixando de se tornar presente na vida dos alunos. 
Segundo a coordenadora de Difusão Cultural do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Lucila Telles, “A escola tem uma tradição de transmitir a cultura de origem europeia. E quando ela busca apresentar para os alunos essa cultura brasileira, popular, ela está dando um salto no sentido de criar cidadãos mais conectados com o próprio lugar, com as próprias referências, da sua família, do seu bairro, do lugar de origem ou do lugar para onde migrou. O aluno tem uma noção maior do que é cidadania e dessa cultura em que ele está inserido.” 
Com toda essa ausência do folclore nacional no âmbito da educação, temos como exemplo na cidade de Leopoldina-MG o Grupo Folclórico Assum Preto que conta com o apoio do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), que vem realizando um projeto de extensão social, estando disponível para se unirem ao grupo a população leopoldinense. Mesmo com toda essa abertura para a sociedade, percebemos uma desvalorização com o incentivo do folclore na educação em nossa cidade e esperamos que você venha participar conosco deste grupo, expressando através da arte folclórica condições de se conhecer e construir sua própria identidade.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Noite de São João

          Muitas características típicas da população brasileira, foram trazidas pelos Europeus durante o período de  colonização do País, e as Festas Juninas hoje consideradas típicas, é um exemplo dessa herança.
          As Festas Juninas sempre tiveram cunho religioso, mesmo antes de serem reconhecidas pela então Igreja Católica  eram chamadas de Joaninas, fazendo-se uma referencia a João Batista. Hoje, ela tem como objetivo a comemoração de três santos: no dia 13 Santo Antônio; no dia 24 São João e no dia 29 São Pedro.
        No Brasil, as festas juninas foram sendo reconhecidas em todo território nacional, mas foi no nordeste brasileiro que essa festa começou a ganhar formas e adereços. Durante o mês de Junho vários eventos são realizados, como é um mês frio, as festas acontecem ao redor de uma fogueira com o objetivo das pessoas se aquecerem ao seu redor, além de várias brincadeiras  e as famosas danças de quadrilha. 
       Com o passar dos anos, a festa começou a ganhar novos símbolos, como o "pau de sebo, o balão, o correio do amor, os fogos de artifícios, o casamento, entre outros."        Outro grande atrativo, são as comidas típicas dessa festa, que são caracterizadas pela época de colheita, como os bolos de milho, pamonhas, caldos, curau, milho cozido, canjica entre outros.
           As vestes típicas fazem referencia a cultura rural brasileira, variando conforme a região. Temos o sertanejo baseado no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido, estampas florais, com babados, rendas e mangas bufantes, já o masculino com os tecidos de algodão listrados e escuros.
           Diversas cantigas são consideradas  típicas das festas juninas . Até hoje muitas são compostas, especialmente pelos nordestinos, e formam o repertório do forró que se transformou em baile realizado não apenas no período junino.
        Entre os compositores e cantores mais famosos, destaca-se o pernambucano Luis Gonzaga. Algumas estrofes de suas músicas são conhecidas de todos os brasileiros, como as de José Fernandes e Zé Dantas. Outra composição conhecida em todo território nacional é a "Capelinha de Melão de João de Barros e Adalberto Ribeiro."

Capelinha de Melão
João de Barros e Adalberto Ribeiro
Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.

São João está dormindo,
não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai, João.

Atirei rosas pelo caminho.
A ventania veio e levou.
Tu me fizeste com seus espinhos uma coroa de flor.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Apresentação Caranguejo

          Atendendo a pedidos, recebemos novamente o convite da Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho, conhecido como “Polivalente” através da Diretora Benedita do Rosário, conhecida como Zazaia e pela Professora Heloísa para participarmos do Aniversário da escola e mais uma vez divulgar nosso projeto, porém agora, através de apresentação de uma de nossas típicas danças coreografas e também de nosso grupo instrumental.

       Desta vez, o tema da apresentação musical folclórica foi o Caranguejo, que é uma dança muito divulgada no Brasil e de grande percussão nacional.
Já se tinha referências dessa dança desde o século XIX.
Dança-se aos pares, coreografando-se círculos concêntricos formado por homens e mulheres. É uma dança cantada, com letras que variam conforme a tradição de cada região.
Escolheu-se para a apresentação a Canção “Caranguejo não é peixe”, que é um dos versos mais famosos no Sul do Brasil.
Canção:

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo está na praia
À espera da maré
Sim sim sim
Não não não
E não me dás
Teu coração


A apresentação tanto do Grupo instrumental, quanto do Grupo de Dança, pode ser considerada um sucesso. Houve a interação total com a plateia e apesar da timidez de muitos telespectadores, no final todo mundo terminou dançando e cantando ao som de Caranguejo.
Assim, além de apresentar o Projeto de Extensão e parte de seu acervo cultural, foi possível abranger mais interessados e o resultado pode ser observado através dos dados estatísticos fornecidos pelo Blog durante as visitações da última Semana.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Semana Cultural na Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho "Polivalente"

Durante a semana da quarta-feira (12) de Abril, a Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho, popularmente conhecida como "Polivante", veio prestigiar nossa cultura de raiz, o índio e o negro com um evento de cunho cultural, apresentando trabalhos realizados pelos alunos e pelos parceiros da comunidade.


Assim, com um convite de prestígio realizado pela diretora Benedita do Rosário, nossa querida Zazaia, o Assum teve a oportunidade de apresentar nossas pesquisas e trabalhos realizados por mais de anos de estudos.

Todo material apresentado pelo Projeto, provém de pesquisas do Projeto de Extensão Social Assum Preto. 
Os artesanatos de origem Karajás, representam com realidade todos os principais símbolos indígenas, flechas, objetos religiosos utilizados pelo líderes da aldeia, objetos para auxílio na produção dos típicos alimentos, entre outros.



Foi uma visita muito boa para nós do Assum, tanto de apresentar nosso projeto, como de ter a oportunidade de difundir a ideia cultural para entendermos as principais diretrizes de nossa história.
A cultura indígena que faz parte de nosso Folclore brasileiro, não tem recebido o reconhecimento que merece, e cada vez mais a cultura de massa tem determinado a história da sociedade atualmente.



A falta de incentivos culturais tem levado todo nosso passado ao esquecimento, logo, quando temos a oportunidade de reviver a importância desse momento, nós ficamos muito agradecidos. É sempre um prazer poder contribuir e lembrar algo tão importante á nossa comunidade! 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Puris - A origem da população da Zona da Mata Mineira

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral e junto a tantas descobertas o mundo passou a ter conhecimento não só de uma nova terra, mas de uma nova civilização, dos povos indígenas brasileiros.


A presença da população indígena no território nacional é muito anterior ao processo de ocupação estabelecido pelos desbravadores portugueses. Acredita-se que os índios já habitavam nossas terras por milhões de anos, fósseis de origem indígena são mais do que evidencias, são provas pra comprovação de nossa identidade.

O Grupo indígena Tupi-Guarani são uns dos mais conhecidos nacionalmente, e habitavam a região do litorânea brasileira, organizavam-se em tribos de 500 e 750 habitantes e suas características culturais podiam variar de cada aldeia. Porém, muitas diferentes tribos mantinham contato entre si em busca de laços culturais ou em razão da proximidade da língua falada.

Em Minas Gerais, os Puris se destacaram por serem os principais formadores da identidade viçosense e região. São um grupo indígena provavelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, não tem-se muitos registros sobre essa população, mas até hoje famílias tradicionais relatam suas descendências indígenas, caracterizando as principais peculiaridade dos Puris.


Historiados afirmam que o temperamento dos índios Puris era de características calma e apática, e mesmo assim foi uma das tribos vítimas do processo de colonização. Descendentes dos Goytacazes que, perseguidos, caçados e derrotados, subiram o Rio Muriaé, habitando florestas ainda virgens.
Devido ao conhecimento avançado de ervas medicinais, de uma variedade de alimentos e produtos de extração de valor, essa população sofreu quase a todo momento. 


Em troca, os colonizadores ofereciam agua ardente como forma de pagamento, a bebida era muito atrativa para essa população.
Acredita-se que as aldeias eram habitadas por cerca de 15 e 20 índios e eles destacavam-se pela vaidade, e o cuidado com seus corpos. Pinturas corporais eram feitas não só para destacar suas belezas, mas com intuito de proteção contra insetos indesejados.
Os Puris eram povos de estatura baixa ou mediana, o que determinou-se também uma característica atual da população que até hoje habita essa região, mesmo após o processo de miscigenação.


 A robustez também era uma peculiaridade dessa população, até mesmo por causa do trabalho em contato com a terra, ou por habitarem um território com relevo caracterizado por muitas montanhas, o que caracterizou na formação de músculos.
Historicamente, a situação dos índios na região da Zona da Mata Mineira variou entre o quadro de completo abandono, perseguição e miséria. O que nos fazer  perceber a dívida que toda sociedade deve a essa população, que busca o reconhecimento de seus direitos e ainda sofre grande preconceito ao enfrentar obstáculos culturais.