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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sabedoria do Povo - Dia do Folclore



 

Sabedoria do Povo

Dia 22 de agosto, dia do folclore, assim dizendo, sabedoria do povo que traz como definição em sua palavra. O dia do folclore brasileiro foi aprovado pelo Congresso Nacional e oficialmente definido através da lei nº 56.747, no dia 17 de agosto de 1964. Assim, a escolha do dia 22 de agosto como dia do folclore brasileiro está relacionado com dia em que William John Thoms em 1846 usou em público pela primeira vez a palavra folclore (folk-lore).

Folclore na Educação

Maria de Lourdes Borges Ribeiro cita no livro Biblioteca Educação é Cultura assim: "É da competência do setor educacional trabalhar em vários planos e linhas de ação, incluindo a cultura popular tradicional nas disciplinas educativas, aos mesmo tempo contando com a colaboração dos que portam essa cultura, como artesãos, dançadores, instrumentistas, cantadores etc." Cada dia que se passa percebemos que o estudo do folclore está cada vez mais débil na educação em algumas regiões do país, principalmente as tradições locais, deixando de se tornar presente na vida dos alunos. 
Segundo a coordenadora de Difusão Cultural do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Lucila Telles, “A escola tem uma tradição de transmitir a cultura de origem europeia. E quando ela busca apresentar para os alunos essa cultura brasileira, popular, ela está dando um salto no sentido de criar cidadãos mais conectados com o próprio lugar, com as próprias referências, da sua família, do seu bairro, do lugar de origem ou do lugar para onde migrou. O aluno tem uma noção maior do que é cidadania e dessa cultura em que ele está inserido.” 
Com toda essa ausência do folclore nacional no âmbito da educação, temos como exemplo na cidade de Leopoldina-MG o Grupo Folclórico Assum Preto que conta com o apoio do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), que vem realizando um projeto de extensão social, estando disponível para se unirem ao grupo a população leopoldinense. Mesmo com toda essa abertura para a sociedade, percebemos uma desvalorização com o incentivo do folclore na educação em nossa cidade e esperamos que você venha participar conosco deste grupo, expressando através da arte folclórica condições de se conhecer e construir sua própria identidade.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Noite de São João

          Muitas características típicas da população brasileira, foram trazidas pelos Europeus durante o período de  colonização do País, e as Festas Juninas hoje consideradas típicas, é um exemplo dessa herança.
          As Festas Juninas sempre tiveram cunho religioso, mesmo antes de serem reconhecidas pela então Igreja Católica  eram chamadas de Joaninas, fazendo-se uma referencia a João Batista. Hoje, ela tem como objetivo a comemoração de três santos: no dia 13 Santo Antônio; no dia 24 São João e no dia 29 São Pedro.
        No Brasil, as festas juninas foram sendo reconhecidas em todo território nacional, mas foi no nordeste brasileiro que essa festa começou a ganhar formas e adereços. Durante o mês de Junho vários eventos são realizados, como é um mês frio, as festas acontecem ao redor de uma fogueira com o objetivo das pessoas se aquecerem ao seu redor, além de várias brincadeiras  e as famosas danças de quadrilha. 
       Com o passar dos anos, a festa começou a ganhar novos símbolos, como o "pau de sebo, o balão, o correio do amor, os fogos de artifícios, o casamento, entre outros."        Outro grande atrativo, são as comidas típicas dessa festa, que são caracterizadas pela época de colheita, como os bolos de milho, pamonhas, caldos, curau, milho cozido, canjica entre outros.
           As vestes típicas fazem referencia a cultura rural brasileira, variando conforme a região. Temos o sertanejo baseado no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido, estampas florais, com babados, rendas e mangas bufantes, já o masculino com os tecidos de algodão listrados e escuros.
           Diversas cantigas são consideradas  típicas das festas juninas . Até hoje muitas são compostas, especialmente pelos nordestinos, e formam o repertório do forró que se transformou em baile realizado não apenas no período junino.
        Entre os compositores e cantores mais famosos, destaca-se o pernambucano Luis Gonzaga. Algumas estrofes de suas músicas são conhecidas de todos os brasileiros, como as de José Fernandes e Zé Dantas. Outra composição conhecida em todo território nacional é a "Capelinha de Melão de João de Barros e Adalberto Ribeiro."

Capelinha de Melão
João de Barros e Adalberto Ribeiro
Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.

São João está dormindo,
não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai, João.

Atirei rosas pelo caminho.
A ventania veio e levou.
Tu me fizeste com seus espinhos uma coroa de flor.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Apresentação Caranguejo

          Atendendo a pedidos, recebemos novamente o convite da Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho, conhecido como “Polivalente” através da Diretora Benedita do Rosário, conhecida como Zazaia e pela Professora Heloísa para participarmos do Aniversário da escola e mais uma vez divulgar nosso projeto, porém agora, através de apresentação de uma de nossas típicas danças coreografas e também de nosso grupo instrumental.

       Desta vez, o tema da apresentação musical folclórica foi o Caranguejo, que é uma dança muito divulgada no Brasil e de grande percussão nacional.
Já se tinha referências dessa dança desde o século XIX.
Dança-se aos pares, coreografando-se círculos concêntricos formado por homens e mulheres. É uma dança cantada, com letras que variam conforme a tradição de cada região.
Escolheu-se para a apresentação a Canção “Caranguejo não é peixe”, que é um dos versos mais famosos no Sul do Brasil.
Canção:

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo está na praia
À espera da maré
Sim sim sim
Não não não
E não me dás
Teu coração


A apresentação tanto do Grupo instrumental, quanto do Grupo de Dança, pode ser considerada um sucesso. Houve a interação total com a plateia e apesar da timidez de muitos telespectadores, no final todo mundo terminou dançando e cantando ao som de Caranguejo.
Assim, além de apresentar o Projeto de Extensão e parte de seu acervo cultural, foi possível abranger mais interessados e o resultado pode ser observado através dos dados estatísticos fornecidos pelo Blog durante as visitações da última Semana.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Semana Cultural na Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho "Polivalente"

Durante a semana da quarta-feira (12) de Abril, a Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho, popularmente conhecida como "Polivante", veio prestigiar nossa cultura de raiz, o índio e o negro com um evento de cunho cultural, apresentando trabalhos realizados pelos alunos e pelos parceiros da comunidade.


Assim, com um convite de prestígio realizado pela diretora Benedita do Rosário, nossa querida Zazaia, o Assum teve a oportunidade de apresentar nossas pesquisas e trabalhos realizados por mais de anos de estudos.

Todo material apresentado pelo Projeto, provém de pesquisas do Projeto de Extensão Social Assum Preto. 
Os artesanatos de origem Karajás, representam com realidade todos os principais símbolos indígenas, flechas, objetos religiosos utilizados pelo líderes da aldeia, objetos para auxílio na produção dos típicos alimentos, entre outros.



Foi uma visita muito boa para nós do Assum, tanto de apresentar nosso projeto, como de ter a oportunidade de difundir a ideia cultural para entendermos as principais diretrizes de nossa história.
A cultura indígena que faz parte de nosso Folclore brasileiro, não tem recebido o reconhecimento que merece, e cada vez mais a cultura de massa tem determinado a história da sociedade atualmente.



A falta de incentivos culturais tem levado todo nosso passado ao esquecimento, logo, quando temos a oportunidade de reviver a importância desse momento, nós ficamos muito agradecidos. É sempre um prazer poder contribuir e lembrar algo tão importante á nossa comunidade! 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Puris - A origem da população da Zona da Mata Mineira

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral e junto a tantas descobertas o mundo passou a ter conhecimento não só de uma nova terra, mas de uma nova civilização, dos povos indígenas brasileiros.


A presença da população indígena no território nacional é muito anterior ao processo de ocupação estabelecido pelos desbravadores portugueses. Acredita-se que os índios já habitavam nossas terras por milhões de anos, fósseis de origem indígena são mais do que evidencias, são provas pra comprovação de nossa identidade.

O Grupo indígena Tupi-Guarani são uns dos mais conhecidos nacionalmente, e habitavam a região do litorânea brasileira, organizavam-se em tribos de 500 e 750 habitantes e suas características culturais podiam variar de cada aldeia. Porém, muitas diferentes tribos mantinham contato entre si em busca de laços culturais ou em razão da proximidade da língua falada.

Em Minas Gerais, os Puris se destacaram por serem os principais formadores da identidade viçosense e região. São um grupo indígena provavelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, não tem-se muitos registros sobre essa população, mas até hoje famílias tradicionais relatam suas descendências indígenas, caracterizando as principais peculiaridade dos Puris.


Historiados afirmam que o temperamento dos índios Puris era de características calma e apática, e mesmo assim foi uma das tribos vítimas do processo de colonização. Descendentes dos Goytacazes que, perseguidos, caçados e derrotados, subiram o Rio Muriaé, habitando florestas ainda virgens.
Devido ao conhecimento avançado de ervas medicinais, de uma variedade de alimentos e produtos de extração de valor, essa população sofreu quase a todo momento. 


Em troca, os colonizadores ofereciam agua ardente como forma de pagamento, a bebida era muito atrativa para essa população.
Acredita-se que as aldeias eram habitadas por cerca de 15 e 20 índios e eles destacavam-se pela vaidade, e o cuidado com seus corpos. Pinturas corporais eram feitas não só para destacar suas belezas, mas com intuito de proteção contra insetos indesejados.
Os Puris eram povos de estatura baixa ou mediana, o que determinou-se também uma característica atual da população que até hoje habita essa região, mesmo após o processo de miscigenação.


 A robustez também era uma peculiaridade dessa população, até mesmo por causa do trabalho em contato com a terra, ou por habitarem um território com relevo caracterizado por muitas montanhas, o que caracterizou na formação de músculos.
Historicamente, a situação dos índios na região da Zona da Mata Mineira variou entre o quadro de completo abandono, perseguição e miséria. O que nos fazer  perceber a dívida que toda sociedade deve a essa população, que busca o reconhecimento de seus direitos e ainda sofre grande preconceito ao enfrentar obstáculos culturais.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Heranças Culturais - Índio


       A herança cultural indígena na vida do brasileiro está presente quase que em todos os momentos, é algo ás vezes tão evidente que acaba por se passar como despercebido: Quem nunca conheceu alguém chamado Ubiratan, Jacira, Iracema ou Cauã? Ou que já ouviu falar em lugares com o nome de Tijuca, Itaipu, Ipanema, Jacarépaguá, Pavuna ou Maracanã. Independe de onde se viva, em um grande centro ou em uma pequena cidade, qualquer brasileiro já teve contato com a infinidade de palavras herdadas após o legado indígena.

     Em estudos conceituados, historiadores afirmam que já existiam cerca de  5 milhões de índios nativos antes da chegada dos europeus, realidade que não se reflete nos tempos modernos, onde calcula-se que existam apenas 400 mil índios atualmente em território brasileiro.

     As principais tribos dividiam-se de acordo com a proximidade linguística ao qual pertenciam: tupi-guarani (região do litoral), macro-jê ou tapuia (região do Planalto Central), aruaque (Amazônia) e caraíba (Amazônia).


       Mas não foi só na língua portuguesa que tivemos influência indígena. Sua herança e contribuição para a formação da cultura brasileira é evidente ao se falar em alimentos. A ligação dos índios com a floresta, proporcionaram a descoberta de uma variedade enorme de alimentos, como a mandioca, o caju, o guaraná, milho, batata-doce, o cará, o feijão, o tomate, o amendoim, o tabaco, a abóbora, o mamão, a erva-mate e o guaraná, assim como subsequentemente surgiram as derivações desses alimento.

      Outro benefício que herdamos da intensa relação dos índios e a floresta é em relação às plantas e ervas medicinais. O conhecimento da flora e das propriedades das plantas os fez utilizá-las nos tratamento de doenças. Por exemplo, a alfavaca que tem função antigripal, diurética e hipotensora, ou o boldo que é digestivo, antitóxico, combate a prisão de ventre e pode ser usado também nas febres intermitentes (que cessam e voltam logo) são descobertas dos índios utilizadas no nosso dia a dia.
    
      O artesanato também não fica de fora. Bolsas trançadas com fios e fibras, enfeites e ornamentos com penas, sementes e escamas de peixe são utilizados em diversas regiões do país, que sequer têm proximidade com uma aldeia indígena.


      Segundo Chang Whan, pesquisadora e curadora do Museu do Índio do Rio de Janeiro, embora nós tenhamos o costume de separar a cultura indígena da cultura brasileira, essa dissociação não está correta. “A cultura brasileira resulta da conjunção de muitas influências culturais, inclusive temos todas essas contribuições dos índios, com a influência na toponímia (nome dos lugares), na onomástica (nomes próprios), na culinária e no tratamento de saúde utilizando as ervas medicinais. Portanto, não devemos fazer essa dissociação”, explica.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Oxente!

       Oxente! Bichin, não é que o cabra do Alexandre Moreira conseguiu nos surpreender com  mais esta exposição da Casa de Leitura, visse!


        Oxente, palavra escolhida para designar esta belíssima exposição, é uma interjeição bastante popular na região do imenso nordeste Brasileiro. Pode-se ouvir a mesma palavra com diversos significados e em várias situações, podendo ser utilizado como  admiração, surpresa ou até mesmo estranheza, dependendo do tom de voz utilizado.

         É no Nordeste que começa história do nosso Brasil. E é com a intenção de apresentar este percurso histórico da construção de nosso país que Alexandre Moreira, à frente da Casa de Leitura Lya Botelho, vem nos brindar com mais uma maravilhosa exposição temática, patrocinada pela empresa ENERGISA e com apoio logístico da FOJB- Fundação Ormeo Junqueira Botelho. Durante os meses de Março até Julho, aqui mesmo na Zona da Mata mineira, mais especificamente na cidade de Leopoldina, teremos a oportunidade de conhecer uma parte significativa da história de uma das maiores regiões do Brasil.

 

          A exposição é rica em detalhes e caprichos. Retrata uma das regiões mais culturais de nosso país que apresenta características próprias, herdadas da interação da cultura dos colonizadores, negros e índios. Pode-se observar cada detalhe cultural através dos símbolos e objetos na exposição. A quadrilha que é uma das principais danças típicas e festejos que fazem referência aos santos católicos. Também comidas típicas, como o consumo de raízes, o preparo de pratos bem temperados e apimentados, o preparo do açúcar a partir da cana, das receitas de milho e macaxeira que foram adaptadas para consumo em cada região.
          
 

        Um lugar especial é reservado à Literatura de Cordel, poesia popular, inspirada na literatura portuguesa, onde os autores declamavam seus textos para o público acompanhados do som de uma viola. São versos despreocupados de linguajar informal e livretos coloridos.  

        A escravidão, teve início no Brasil com o começo do ciclo da cana-de-açúcar. Os portugueses traziam mulheres e homens de suas colônias na África, para utilizarem sua mão-de-obra nos engenhos de açúcar.


           Entre as religiões Afro-Brasileiras trazidas pelos escravos e enraizadas na cultura do Nordeste, destacam-se o candomblé e a umbanda, com seus rituais que reverenciam suas divindades.

       Temas como o Cangaço e as populações sertanejas tiveram destaques ao serem abordados na exposição. Foram expostas fotos impactantes, efeitos audiovisuais, textos obtidos através de pesquisas, vestes costuradas pelos próprios nordestinos.

          O Cangaço é a denominação dada aos tipos  de grupos armados ocorridos no sertão brasileiro, do fim do século XVIII à primeira metade do século XX, região de violentas disputas entre famílias poderosas e a falta de perspectiva de ascensão social numa região de grande miséria.


          Todo material utilizado para reproduzir os cenários da exposição bem como a mão de obra necessária foram de origem local, da cidade de Leopoldina, detalhe muito importante que incentiva não só o trabalho, mas a arte, a cultura e o patrimônio leopoldinense.

          A preocupação em se conseguir reproduzir os artefatos nordestinos pode ser suprida com a colaboração de uma equipe primorosa. É visível a satisfação de Alexandre quando afirma: “É muito gratificante trabalhar com uma equipe que consegue reproduzir exatamente os detalhes que estão em minha cabeça, é inacreditável”.

         É uma exposição bastante enriquecedora, inspirada em muitas pesquisas, fruto de um planejamento minucioso e do trabalho incansável de “garimpagem” de relíquias que a compõem e ilustram.  Vale a pena conferir e se admirar: Óxente!.

Para mais informações: casadeleitura@gmail.com